
O cenário das telecomunicações no Brasil começou a mudar em 1998 quando o então Governo Federal privatizou o Sistema Telebrás, este que era composta de 27 concessionárias mais a Embratel, no que ficou reduzido a 4 holdings: Tele Norte Leste (telemar), Telesp (Telefónica), Tele Centro Sul (Brasil Telecom) e Embratel. Com o intuito de competir com essas empresas, foram criadas as chamadas "Empresas Espelhos" que atuariam nas regiões da concessionárias. Na região da Telemar e Telefónica operava a Vesper (que quebrou e foi absorvida pela Embratel, posteriormente) e na região da Brasil Telecom opera a GVT, esta que foi a única a exercer alguma competição com a concessionária de sua área de atuação. A mesma GVT nos últimos anos apresentou forte plano de expansão e cresceu mais que a média de mercado. Diante desse crescimento vertiginoso, no primeiro semestre de 2009, a empresa de telecomunicações francesa Vivendi mostrou planos de expansão para a América Latina e lançou a oferta pelo controle da GVT por RS 5,4 bilhões, ou € 2 bilhões (cerca de R$ 42 por ação). No mês de outubro, a Telefónica fez uma oferta maior, de R$ 48 por ação, logo depois elevou a própria oferta para R$ 50,50 (ou quase R$ 7 bilhões). Confesso que quase enlouqueci. Já pensou a Telefónica com seus péssimos serviços e histórico de inumeras falhas em seu sistema, acabando com a expansão da GVT e sucateando a mesma (afinal, eles pagariam um valor alto e não teriam (?) dinheiro pra continuar os fortes investimentos), destruindo uma unica esperança do aumento da competitividade? Minhas esperanças estavam já por um fio, quando na ultima sexta-feira 13, a Vivendi anunciou a compra de cerca de 50% da GVT, com o intuito de adquirir 100% no menor tempo possível. Essa notícia caiu como uma bomba nos planos dos espanhóis e deixou o dia bem negro pra eles (combinou até com a idéia que sextas-feiras 13 são dias ruins). Eu realmente não sabia que o relacionamento da Vivendi com a Swarth e a Global Village (controladores da GVT) era tão bom! Foi um golpe de mestre. Os franceses atuaram "por debaixo dos panos" e sem o alarde que a "Telecômica" fazia, conseguiram o que queriam. Lógico que fiquei muito contente com isso! O porquê? A Telefónica e a Oi são "amiguinhas", ou seja, não haveria competição, eles queriam apenas evitar a entrada de um novo player no mercado e deixar tudo como está (caro e ruim), estavam acomodados com a situação. Se quisessem expansão, competiriam entre si, pois tanto a Oi como a Telefónica possuem autorização de telefonia fixa nos mercados uma da outra. A GVT começou a se expandir pro Nordeste, praticando preços e qualidade arrasadores, além de ter planos de forte expansão para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, mercados TOP para as outras operadoras. Na verdade, quero que ela chegue logo em Fortaleza e acabe com o monopólio que a Oi pratica por aqui. Temos aí uma nova esperança de melhorias nos serviços de telecomunicações do Brasil. Te cuida, Oi...
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