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Antigamente, quando as bibliotecas trabalhavam de maneira não automatizada, o serviço de catalogação dos materiais informacionais era feito em fichas de papel que mediam 7,5cm por 12,5cm. Essa fichas ficavam organizadas alfabeticamente em armários (fichários) de aço, guardadas em gavetas de forma que ficassem divididas em catálogo de autor, catálogo de assunto e o de títulos. Cada obra catalogada gerava, então, várias fichas, tantas quantas fossem necessárias para abranger o maior número de entradas de assunto, para que a informação contida na obra fosse recuperada pela maior quantidade possível de possibilidades de busca. Havia sempre uma ficha principal e fichas secundárias. A ficha principal apresentava-se e iniciava-se com a entrada principal da obra, normalmente era o primeiro responsável pelo conteúdo intelectual da obra (autor). Exemplo de ficha principal:

A ficha principal também trazia as “PISTAS”, que indicavam todos os desdobramentos (fichas secundárias) que seriam geradas, a partir da principal, para alimentar os catálogos da biblioteca. No exemplo anterior identificamos as pistas:

1. Poesia brasileira. I. Sardinha, Maura. II. Título. III. Série.

Os algarismos arábicos indicavam as fichas que alimentavam o catálogo de ASSUNTO e os algarismos romanos indicavam as fichas secundárias que alimentavam os outros catálogos públicos (AUTOR, TÍTULO, etc.). As indicações relativas a cada desdobramento apareciam ao alto da ficha, acima da entrada principal. Vemos a seguir as várias fichas, elaboradas a partir da ficha principal do primeiro exemplo:

Para o catálogo de ASSUNTO:

Para o catálogo de TÍTULO:

Para o catálogo de SÉRIE:

Entrada secundária para o colaborador:

Através dos tempos, as regras de catalogação que determinam a pontuação, obrigatoriedade ou não dos elementos, a sua ordem de citação etc., foram sofrendo alterações. Existem códigos e padróes normalizados para a representação descritiva dos diversos materias com os quais se possa trabalhar. As atuais regras de catalogação adotadas no Brasil são as (AACR2) Regras de Catalogação Anlo-Americanas (Anglo American Cataloguing Rules), 2ª edição de 2002.

13 Comentando. Colabore!:

  1. Eita que esse vou ter de imprimir pra consultar e mostrar ao pessoal tbm. Informação valiosa, isso eu não sabia, foi quase uma aula na web rsrs. O Problema disso é que pra atualizar as novas obras há uma demanda grande de tempo e mão de obra. As fichas da Biblioteca de Humanas no CH2 estão ultra desatualizadas, vou ali em último caso.

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  2. Enquanto todo o acervo não for automatizado (pois ainda há obras que circulam de modo manual), é preciso consultar o catálogo em fichas para poder contemplar 100% do acervo nas suas buscas.

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  3. Hamilton,gostei muito desse blog,está sendo de grande ajuda.Mas tem uma coisinha aqui que me deixou em dúvida...as pistas da ficha catalográfica podem também ser colocadas em secundárias???ou só na principal???

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  4. Podem e devem ser colocadas nas secundárias, pois servem para guiar o usuário para as outras entradas.

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  5. Ah se no meu tempo de graduação existisse um artigo como esse no qual mostra o básico da catalogação de uma maneira tão descomplicada.... Com certeza não teria repetido a disciplina hahahaha.
    Abraços, gostei do seu texto, muito bom.

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  6. Valeu, Alan! Desse jeito a gente vê que a coisa é bem simples, né? Abraço.

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  7. Limakatia4008/09/11 19:55

    Valeu, foi menos complicado do que na sala de aula.

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  8. Allanbhrock05/04/12 15:28

    COMO BIBLIOTECÁRIO, SEI BEM A IMPORTANCIA DO PROCESO DE CATALOGAÇÃO PARA POSTERIOR RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO. MUITO INCISIVO E PONTUAL O SEU POST PROFESSOR. PARABENS.

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  9. Boa tarde Hamilton. Vc poderia me indicar livros que tratem de fichas catalográficas que fazemos para alunos de instituições superiores? Onde estou trabalhando agora realizamos esse trabalho para monografias, teses e eu só vi ficha catalográfica na faculdade (o que já tem um bom tempo...rs*). Se puder responder no meu e-mail eu agradeceria muito. Abraços, Freda Salvador.
    fredasalvador@gmail.com

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  10. Saudações, Freda!
    Existem algumas obras baseadas co AACR, explicando-o, exemplificando-o. Sugiro que dê uma olhada no livro "Não brigue com a catalogação" de Eliane Mey e Naira Silveira, mas TCC não é o foco dessa obra. Catalogação de TCC não é assunto principal de nenhuma obra que eu conheça. Na dúvida, Vá direto ao AACR e consulte o capítulo 4. Abraços.

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  11. Tenho uma dúvida, no modo virtual :
    objetivo, como pode consultá-los .

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