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Para o escritor americano Mark Bauerlein, a internet torna os jovens mais burros porque os retira do convívio com os adultos, com os pais, com a família em geral e, assim, eles deixam de aprender com a experiência que essas pessoas têm a lhe ensinar. Problemas familiares, as finanças domésticas que levam a entender questões econômicas mais globais, etc. Esses são só alguns pontos que o escritor diz que os jovens deixam de aprender enquanto passarem horas a fio brincando de orkut, de msn, trocando mensagens por telefone e baixando joguinhos idiotas, tendo contato somente com outros jovens idiotizados na net.


Já o filósofo David Weinberger afirma que o contato com outras pessoas da mesma idade faz bem aos jovens e que o mundo de informação de está disponível na internet pode torná-los mais inteligentes.


Particularmente, eu acho que a questão merece ser mais discutida e sem extremismos. Dizer que na internet encontramos uma infinita quatidade de informações é verdade. Informações boas ou más, sérias ou não, verídicas ou inverídicas. Mas será que os jovens estão realmente interessados em informação séria e útil? É isso que eles procuram quando se trancam em seus quartos diante do computador ou ficam acordados até de madrugada? Será que eles pelo menos sabem separar o joio informacional do trigo? Será que eles estão interessados em comparar depoimentos, textos com pontos de vista diferentes para analisar um problema qualquer e formar o seu pensamento sobre ele? Acredito que a liberação do uso da internet para crianças e adolescentes deve ser criterioso e monitorado pelos pais ou responsáveis. Deve haver uma "dosagem" de internet diária para que seja garantido o direito do acesso às informações, mas também limitado o uso de sites que pouco ou nada acrescentam à inteligência de quem quer que seja.


Matéria publicada na revista Superinteressante, edição de setembro de 2008.