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As tecnologias digitais de Informação e de Comunicação (TDICs) provocaram mudanças em todas as áreas do conhecimento e, no campo da saúde, ela têm contribuído agilizando os processos científicos, administrativos e os fluxos de informação e de comunicação. Merecem destaque, neste complexo contexto, o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) e os dispositivos de captura de imagens, que tornam o corpo “visível, em sua interioridade, transparente e aberto - “sem corte”, - possibilitando novas descobertas sobre o estado de saúde do indivíduo e, consequentemente, maior acerto nas investigações diagnósticas e no tratamento das patologias.

Além desses dois elementos, também merecem atenção as questões referentes à padronização da representação, arquitetura, certificação, segurança e gerenciamento eletrônico desses documentos, a fim de favorecer o fluxo de informação e de comunicação no âmbito da saúde.

Tais documentos, tanto na sua forma analógica como digital, são protegidos por legislação específica, permanecendo os cuidados relativos ao tratamento informacional, segurança, guarda, ética, confiabilidade, certificação e, naturalmente, o gerenciamento informacional.

Portanto, é com o intuito de discutir essas questões que propomos dar continuidade ao I SINFORGEDS com a realização de sua II edição, como parte do Projeto de Pesquisa “Proposição de um modelo de arquitetura da informação no âmbito dos prontuários eletrônicos do paciente visando racionalizar a representação, a recuperação e a gestão da informação para a saúde” - CNPq, cujas discussões se concentrarão nas reflexões teórico-práticas concernentes aos seguintes temas: Representação indexal, arquitetura, segurança, padronização, certificação, legislação arquivística e gestão da informação e do conhecimento registrados em prontuários eletrônicos do paciente.